quinta-feira, 29 de julho de 2010

SAÚDE COMEÇA PELA BOCA.


Cuidar bem dos dentes e da saúde bucal traz inúmeras vantagens. Ter os dentes bonitos e bem cuidados pode influenciar em fatores que vão desde a auto-estima e relações interpessoais até a saúde de uma forma geral. A população é leiga quando o assunto é odontologia, não dando atenção necessária à saúde bucal. Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que mais de 30 milhões de brasileiros não tem dentes. A boa noticia é que não é nada complicado cuidar da saúde bucal. Uma higienização básica diária já faz uma grande diferença. Alguns minutos para escovação, após todas as refeições, o uso do fio dental e o bochecho com um enxaguatório bucal já mudam muita coisa, e dão muito mais vida aos dentes além de melhorar a qualidade de vida.

Para manter a saúde bucal, não basta só cuidar da parte externa, a alimentação também influencia. O principal responsável pelas bactérias causadoras da placa bacteriana é o açúcar. Por isso, evite a ingestão de balas, chocolates e outros alimentos doces entre as refeições, dando preferência a essas guloseimas apenas na sobremesa. Os biscoitos, bolachas e bolos podem grudar nos dentes, tornando-os suscetíveis a cáries.
Os cuidados devem começar desde cedo. O leite materno é um alimento equilibrado e saudável que impede a criança de adquirir o hábito de ingerir leite artificial ou de outras origens, que possuem alto teor de açúcar. A mamadeira adoçada aumenta o risco de cáries, que é conhecida como a cárie de mamadeira. Com o passar do tempo à criança, acostumada à mamadeira, tende a recusar alimentos que exijam a mastigação. A amamentação é um preparo para esse estágio. Lembre-se de que, depois da amamentação, a mastigação correta terá a tarefa de exercitar ossos e músculos e desenvolver a face, mastigar de forma incorreta pode acarretar problemas estomacais e obesidade, entre outros.

Existem alimentos que não provocam cáries, sendo eles os vegetais, as frutas, as proteínas, entre outros, que são importantes para a manutenção de saúde geral e oral. Uma dieta saudável deve conter ainda vitaminas, sais minerais e fibras presentes no arroz, no feijão, no peixe, no leite e nos ovos, imprescindíveis para o bom andamento de nosso organismo. A falta de vitamina C, por exemplo, pode gerar deficiências nutricionais e acarretar inflamação e sangramento gengival.
Existem, ainda, alimentos considerados detergentes, ou seja, que tem o poder de eliminar, durante a sua mastigação, resíduos alimentares retidos na superfície dental. Entre eles podemos citar a maçã, a laranja, a pêra e a cenoura. Para promover a auto-limpeza é necessário um maior tempo de mastigação, devido ao atrito com o dente, que favorece a higiene bucal.

Durante a gravidez, as futuras mamães precisam, ter cuidados especiais. Estudos apontam que muitas acabam descuidando da higiene bucal por conta dos enjôos. Além disso, o principal cuidado é a manutenção diária de uma boa higiene oral e de uma dieta adequada. É comprovado que a gengivite e a periodontite (inflamações gengivais) estão associadas a riscos durante a gravidez, principalmente por favorecerem o acontecimento de partos prematuros.

Então lembre-se, só depende de você para ter uma saúde bucal saudável, procure um cirurgião dentista ao menos uma vez ao ano. Previna-se.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL




A prótese parcial removível apresenta-se como uma alternativa para pacientes que apresentam perdas múltiplas dos elementos dentários. É uma prótese que permite a reposição dos dentes perdidos por meio de uma prótese retida a grampo ou encaixe.

A prótese parcial removível (PPR) vem proporcionar saúde ao paciente , quando promove a reabilitação das funções de mastigação, deglutição, estética e fonética, devendo ser cuidadosamente planejada para preservar as estruturas bucais remanescentes.

PRÓTESE TOTAL



Um dos recursos que se apresenta para reabilitar pacientes que apresentaram perda de todos os elementos dentários é a confecção de próteses totais.

O tratamento de pacientes totalmente desdentados com próteses totais é uma realidade comum na população adulta, principalmente para indivíduos idosos. Apesar da prioridade atual dada à odontologia preventiva e tratamento com próteses parciais, o sucesso integral do tratamento restaurador não é absoluto e, apesar do número de indivíduos totalmente desdentados ter diminuído sensivelmente nas últimas décadas, há ainda uma demanda efetiva por tratamento com dentaduras.

Placa para Clareamento



A alteração da cor natural do dente ocorre na dependência de inúmeros fatores extrínsecos e intrínsecos. As manchas extrínsecas podem ser causadas pela ingestão de alimentos com corantes, pelo uso excessivo do fumo, por acúmulo da placa bacteriana e utilização de alguns tipos de medicamentos. Sua remoção depende de uma boa higienização ou de profilaxia feita em consultório odontológico.

Já as alterações de origem intrínseca, podem ocorrer devido a uma série de fatores: alterações na formação do dente, doenças ocorridas na mãe durante a gestação, trauma dental, mortificação pulpar, acesso inadequado à câmara pulpar, má utilização de fármacos e de materiais de preenchimento, fluorose e envelhecimento dos dentes. A correção destas manchas é feita por meio de tratamento clareador e/ou estético.

Uma das técnicas utilizadas para o clareamento dental é a aquela em que o próprio paciente carrega com gel clareador uma placa individualizada para com supervisão do seu dentista e é por isso intitulada: Técnica caseira supervisionada.

Para a utilização desta técnica, é necessária a confecção de uma placa de clareamento individual para o paciente.

Após a confecção da placa, o cirurgião dentista observa a adaptação no consultório e orienta o paciente quanto ao uso do agente clareador.

PROTETOR BUCAL



Segundo dados da NATIONAL YOUTH SPORTS SAFETY FOUNDATION (NYSSF), uma entidade de pesquisa norte-americana dedicada aos estudos e à prevenção de traumas esportivos, todo atleta envolvido numa atividade esportiva de contato físico tem até 10% de chance, durante uma temporada, de sofrer uma lesão facial e de 33 a 56% de probabilidade de que uma lesão deste tipo ocorra em toda a sua carreira. O que significa, em números absolutos, que estas injúrias esportivas, são motivos de preocupação econômica para os clubes ou patrocinadores do atleta.

Ante tal realidade, clubes e seleções de vários países começam a se preocupar com a saúde bucal de seus atletas e passam a inserir nas comissões técnicas mais um profissional: o Cirurgião-Dentista, que é tão importante para o bom desempenho do atleta quanto o Médico, o Fisioterapeuta, o Nutricionista e o Massagista.

Uma das alternativas para reduzir os riscos de traumatismos dentários é uso de protetores bucais.

domingo, 10 de maio de 2009

PERIODONTITE


Quando o mal começa pela boca.

Você sabia que escovar bem os dentes pode evitar até um enfarte cardíaco? Cuidar da boa saúde bucal ajuda a preservar o organismo de diversas doenças.

Especialistas alertam: descuidar da saúde bucal pode acarretar sérios prejuízos para todo o organismo. Existem na boca 400 espécies diferentes de bactérias, patogênicas e não patogênicas. Mas as suspeitas de que certas bactérias bucais poderiam causar alterações sistêmicas no corpo humano não são de hoje. Desde o século 19 já se cogitava a hipótese da “infecção focal”, como o tema era designado. Pela falta de comprovações científicas na época, o assunto permaneceu adormecido por muito tempo. Foi somente há 20 anos que a teoria da periodontia médica ganhou força e ampliou suas pesquisas.

Hoje, diversos estudos já comprovaram que a doença periodontal, ou periodontite (inflamação na gengiva), pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, para citar apenas um dos males relacionados à ela. O processo de infecção é simples: as toxinas bacterianas decorrentes da inflamação na gengiva entram na corrente sanguínea do indivíduo, afetam outros órgãos e podem atuar no desenvolvimento de doenças sistêmicas, como endocardite bacteriana, enfarte, acidente vascular cerebral (AVC), diabete, pneumonia, artrite e nefrite.

Sinais de alerta
A gravidade dos efeitos causados pela doença periodontal contrasta com a simplicidade de sua prevenção. Por isso, dentistas continuam a bater na velha tecla da boa higienização bucal. É que a origem de todos os males está na presença da placa bacteriana, decorrente de uma escovação precária e da falta do uso do fio dental. Estas bactérias são responsáveis pela inflamação dos tecidos moles da boca, denominada gengivite. Inchaço, sangramento à escovação, cor avermelhada e dor na gengiva são os principais sinais da doença, que apesar de incômoda é reversível com tratamento clínico profissional e controle da placa bacteriana.

A preocupação maior está no caso de uma gengivite não tratada devidamente evoluir para uma doença periodontal – esta sim, irreversível, embora possa ser estabilizada mediante tratamento. Segundo a periodontista Margarida Alves de Brito Pagani, a doença periodontal pode e deve ser controlada com orientações criteriosas de escovação, uso do fio dental e tratamento odontológico específico. Os sintomas da doença são visíveis: mobilidade do dente, alterações da posição dentária, retração da gengiva, mau hálito, alteração do contorno da gengiva e, nos estágios mais avançados, secreção purulenta. O resultado é a perda óssea, comprometendo o sistema de sustentação do dente.

O agente desencadeador da periodontite é sempre a placa bacteriana, mas de acordo com Margarida Pagani, fatores genéticos também podem contribuir neste processo. Se uma pessoa tiver antecedentes da doença na família, possivelmente terá maior predisposição em adquiri-la.


Causa e efeito
Entenda como a doença periodontal age no organismo .

DA BOCA PARA O CORPO

Pneumonia
Em pacientes imuno-deprimidos e entubados, sem condições de manter uma higiene oral adequada, a proliferação de bactérias bucais pode causar pneumonia. O dentista França Campos afirma ainda que a respiração pela boca pode provocar ressecamento das mucosas orofaríngeas, favorecendo o acúmulo de microorganismos responsáveis por amidalites, faringites, laringites e outras doenças das vias aéreas superiores.

Diabete
A doença periodontal aumenta em duas vezes o risco de a pessoa ter diabete, como lembra Betina Rost, especialista em dentística reparadora. Segundo ela, diabéticos com a doença têm mais dificuldade em controlar os níveis de glicemia.

Doenças cardiovasculares
As toxinas da doença periodontal atuam nas paredes dos vasos sanguíneos, alterando o metabolismo das gorduras no sangue e favorecendo a ocorrência de tromboses vasculares, que são as precursores de enfartes e AVCs.

Tabagismo
Fumantes têm alteração de sua resposta imunológica a infecções, o que aumenta a incidência da doença periodontal e também a resistência a algumas bactérias agressivas da doença, mesmo após tratamento. De acordo com a periodontista Margarida Pagani, o tabagismo diminui a oxigenação dos tecidos, favorecendo o desenvolvimento de bactérias anaeróbicas, presentes nas periodontites.

Parto prematuro
Segundo a cirurgiã dentista Betina Rost, gestantes com periodontite têm de 5 a 7 vezes mais risco de dar à luz bebês prematuros com baixo peso. Nos casos de doença periodontal em estágios mais avançados, há uma maior possibilidade do parto acontecer antes de 32 semanas de gestação. Isso porque as toxinas bacterianas da doença podem agir na placenta e no útero, provocando contração uterina e ruptura de membranas dos tecidos.

Bulimia e anorexia
Além da subnutrição debilitar o organismo, a acidez do vômito provocado pelas doenças destrói as estruturas dentárias e os restos de alimentos que permanecem na boca aumentam a incidência de cárie.

Refluxos gástricos
A presença de ácidos gástricos na boca causa erosões e outras alterações nos dentes.

Obstruções nasais
Ao favorecer a respiração pela boca, contribuem para a proliferação de bactérias bucais.

Alterações hormonais
Na gravidez, puberdade e no ciclo menstrual, mulheres apresentam sangramento gengival com mais freqüência.

Medicamentos anticonvulsivantes
Provocam crescimento anormal da gengiva.

Dieta inadequada
O consumo excessivo de carboidratos pode causar o surgimento de cáries.

Refrigerantes e sucos ácidos
O ácido presente na composição de certas bebidas, incluindo refrigerantes e isotônicos, gera alterações nos esmaltes dos dentes.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Notícia eco odontológica!!!

O Ibope em conjunto com o WWF Brasil entrevistou 2002 brasileiros, para avaliação de hábitos de consumo consciente.
Um dos tópicos da pesquisa mostrou que 87% dos entrevistados têm como hábito fechar a torneira enquanto escovam os dentes e só tornam a abrir para enxaguar a boca. É muito bacana ver que a preocupação com o meio ambiente está tão disseminada. Você tem feito a sua parte?
Eu tenho feito a minha!!!

Relação entre doenças sistêmicas x doenças bucal x higienização


Pneumonia

A boa higiene bucal pode prevenir a pneumonia nos pacientes de risco, pois na placa bacteriana (biofilme dental) pode existir patógenos (bactérias) respiratórios, que causam a pneumonia.

Gravidez

Os estudos mostram correlação entre periodontite e parto prematuro, logo o tratamento periodontal é recomendado para reduzir o risco de resultados adversos da gravidez

Quando não é feita a higiene bucal adequada, o risco da placa bacteriana provocar as doenças gengivais (gengivite e periodontite) é grande. Com a instalação dessas doenças, o número de bactérias aumenta muito e a partir da gengiva pode se proliferar pelo organismo e contaminar outras regiões. Os tecidos musculares são regiões que as bactérias tendem a se instalar e assim comprometer a eficiência muscular, causando incômodo durante a atividade física.

Só que vamos nos lembrar que o nosso coração também é um músculo e sob certas condições (presença de próteses valvulares, prolapso de válvula mitral), pode se tornar susceptível a contaminação. É a chamada endocardite bacteriana, cujas conseqüências podem ser muito mais danosas.
Logo, uma higiene oral eficiente pode prevenir desde pequenos incomôdos até problemas extremamente graves.

Odontologia e diagnóstico de distúrbios alimentares!

Você sabia que o cirurgião dentista pode ser o primeiro profissional a diagnosticar a bulimia e a anorexia (distúrbios alimentares que podem, nos casos mais severos até matar). O constante contato dos ácido ocasionados pelos vômitos forçados com a face interna dos dentes provocam um significativo desgaste, que pode ser facilmente visualizado pelo cirurgião dentista, que pode assim alertar paciente e pais para buscar tratamento especializado.

Cuidando dos dentes dos pequenos



Surgimento do dentes de leite:

Os dentes de leite surgem por volta do sexto mês, mas pode haver variações. Geralmente, a dentição do bebê completa-se na fase entre 2 e 3 anos da criança.

Sintomas durante a fase de erupção:

1)Aumento da salivação devido à maturação das glândulas salivares e à dificuldade que o bebê tem de engolir a saliva produzida;
2)Diarréia, causada pela contaminação através de objetos levados à boca pelo bebê e sucção do dedos;
3)Febre “baixa e passageira”, provocada por substâncias que regulam a temperatura corpórea, liberadas durante o rompimento da gengiva;
4)Irritação local provocada pela pressão dos dentes na gengiva (não requerendo medicação alguma).

Função dos mordedores:

Existem mordedores macios que contêm um gel no seu interior e que devem ser mantidos na geladeira. Esses mordedores, quando utilizados pelos bebês, aliviam a irritação da gengiva causada pela pressão dos dentes em erupção. Se eventualmente a irritação for grande, um anestésico tópico não irritante – aplicado 3 a 4 vezes por dia – também pode dar alívio temporário, desde que prescrito corretamente, já que ele pode ser tóxico, e sua absorção é rápida.

Escovação dos dentinhos do bebê?

É importante fazer a higienização mesmo antes da erupção dos primeiros dentinhos. Para tanto, pode ser usada uma dedeira ou gaze embebida em água filtrada que deve ser esfregada delicadamente na gengiva. Após a erupção dos primeiros dentinhos, uma escova apropriada com cerdas reduzidas e macias deve ser usada, principalmente após as refeições.

O bebê pode usar creme dental?


Quando erupcionam os primeiros dentinhos, pode-se utilizar escova de dentes somente molhada em água. Quando o bebê estiver com um maior número de dentes, o creme dental deve ser usado em pequena quantidade, o equivalente a um grão de ervilha ou até menos, visto que os bebês engolem cerca de 70% do creme durante a escovação; como o creme dental contém flúor, o excesso ingerido pode provocar fluorose, alterando a cor dos dentes.

E se o bebê não deixar escovar os dentes?

A mãe precisa ter paciência e tentar transformar a escovação em uma brincadeira divertida. Usar uma escova colorida ou cantar musiquinha acompanhando os movimentos da escova pode ajudar. É interessante que o bebê a veja escovando seus próprios dentes.

Que tipo de mamadeira usar para os bebês que não podem ser amamentados no peito?

Existem mamadeiras que possuem bicos muito semelhantes ao seio materno e garantem o bom posicionamento da língua durante o aleitamento. O furinho do bico deve ser estreito para forçar o bebê a sugar, o que estimula a musculatura e o crescimento da mandíbula. A posição em que o bebê toma sua mamadeira também é importante: ele deve estar inclinado e nunca completamente deitado.

A mamadeira e a chupeta podem alterar o posicionamento dos dentinhos do bebê?

Todo hábito quando prolongado prejudica o posicionamento da língua e a musculatura bucal. Deve ser planejado eliminar da rotina do bebê a chupeta e a mamadeira o mais cedo possível, até no máximo por volta dos três anos.

Antibióticos prejudicam a dentição?

Depende. Todo antibiótico ou medicamento, quando administrado, deve estar em dose adequada e sob supervisão médica e/ou odontológica.

Os bebês podem ter cárie?

Sim. O hábito de o bebê ser amamentado ou alimentado com mamadeiras com leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou mel durante o sono, principalmente à noite, pode provocar a cárie de mamadeira ou de aparecimento precoce. Se não houver higienização nesse período, esse tipo de cárie acomete os dentes rapidamente, pois, durante o sono, o fluxo salivar diminui. Os primeiros sinais da cárie de mamadeira constituem manchas brancas e opacas que muitas vezes passam desapercebidas pelos pais.

Quando deve ser a primeira consulta do bebê ao dentista?

A primeira consulta deve ser feita antes mesmo do aparecimento dos primeiros dentes. Uma consulta agradável, em um ambiente amistoso, ajudará o estabelecimento de um vínculo afetivo com o dentista; também é importante um programa de educação e medidas preventivas que evitem o aparecimento de cárie e doenças gengivais.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PREVINA-SE



Cáries
Os resíduos de alimentos e os microorganismos da boca acabam formando a chamada placa dental, uma camada que fica sobre os dentes. Os microorganismos destroem o esmalte dos dentes, provocando as cáries. Para protege-los, as aplicações de flúor são uma boa alternativa. Usar um creme dental com flúor, escovar os dentes corretamente e usar o fio dental ajudam a manter a saúde bucal. No caso dos idosos, a diminuição da saliva em razão de medicamentos também pode provocar cáries, pois a saliva tem as funções de lavar os dentes, de inibir o crescimento bacteriano e de diminuir a acidez bucal.

Gengiva
Quando a placa dental permanece no dente por muito tempo ela forma uma camada dura, que não pode ser eliminada apenas com a escova de dentes. Essa camada acaba inflamando a gengiva, causando sangramentos, o que é chamado de gengivite. Se não for tratada a tempo, a gengiva pode formar pequenas bolsas sobre os dentes, afetando o tecido que os sustenta, o que, em um caso extremo, pode levar à perda dos dentes. Escove os dentes e use o fio dental pelo menos uma vez ao dia. Visite regularmente seu dentista para fazer uma revisão e a limpeza dos dentes. Tenha uma dieta balanceada. Evite o cigarro.

SAÚDE COMEÇA PELA BOCA



Cuidar bem dos dentes e da saúde bucal traz inúmeras vantagens. Ter os dentes bonitos e bem cuidados pode influenciar em fatores que vão desde a auto-estima e relações interpessoais até a saúde de uma forma geral. A população é leiga quando o assunto é odontologia, não dando atenção necessária à saúde bucal. Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que mais de 30 milhões de brasileiros não tem dentes. A boa noticia é que não é nada complicado cuidar da saúde bucal. Uma higienização básica diária já faz uma grande diferença. Alguns minutos para escovação, após todas as refeições, o uso do fio dental e o bochecho com um enxaguatório bucal já mudam muita coisa, e dão muito mais vida aos dentes além de melhorar a qualidade de vida.

Para manter a saúde bucal, não basta só cuidar da parte externa, a alimentação também influencia. O principal responsável pelas bactérias causadoras da placa bacteriana é o açúcar. Por isso, evite a ingestão de balas, chocolates e outros alimentos doces entre as refeições, dando preferência a essas guloseimas apenas na sobremesa. Os biscoitos, bolachas e bolos podem grudar nos dentes, tornando-os suscetíveis a cáries.

Os cuidados devem começar desde cedo. O leite materno é um alimento equilibrado e saudável que impede a criança de adquirir o hábito de ingerir leite artificial ou de outras origens, que possuem alto teor de açúcar. A mamadeira adoçada aumenta o risco de cáries, que é conhecida como a cárie de mamadeira. Com o passar do tempo à criança, acostumada à mamadeira, tende a recusar alimentos que exijam a mastigação. A amamentação é um preparo para esse estágio. Lembre-se de que, depois da amamentação, a mastigação correta terá a tarefa de exercitar ossos e músculos e desenvolver a face, mastigar de forma incorreta pode acarretar problemas estomacais e obesidade, entre outros.

Existem alimentos que não provocam cáries, sendo eles os vegetais, as frutas, as proteínas, entre outros, que são importantes para a manutenção de saúde geral e oral. Uma dieta saudável deve conter ainda vitaminas, sais minerais e fibras presentes no arroz, no feijão, no peixe, no leite e nos ovos, imprescindíveis para o bom andamento de nosso organismo. A falta de vitamina C, por exemplo, pode gerar deficiências nutricionais e acarretar inflamação e sangramento gengival.
Existem, ainda, alimentos considerados detergentes, ou seja, que tem o poder de eliminar, durante a sua mastigação, resíduos alimentares retidos na superfície dental. Entre eles podemos citar a maçã, a laranja, a pêra e a cenoura. Para promover a auto-limpeza é necessário um maior tempo de mastigação, devido ao atrito com o dente, que favorece a higiene bucal.

Durante a gravidez, as futuras mamães precisam, ter cuidados especiais. Estudos apontam que muitas acabam descuidando da higiene bucal por conta dos enjôos. Além disso, o principal cuidado é a manutenção diária de uma boa higiene oral e de uma dieta adequada. É comprovado que a gengivite e a periodontite (inflamações gengivais) estão associadas a riscos durante a gravidez, principalmente por favorecerem o acontecimento de partos prematuros.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

BRUXISMO



Hábito parafuncional de ranger os dentes e constitui um dos mais difíceis desafios para a odontologia restauradora, sendo que a dificuldade para sua resolução aumenta de acordo com a gravidade do desgaste dentário produzido.

Fisiopatologicamente, o esmalte dentário é o primeiro a receber os prejuízos do bruxismo, e o desgaste anormal dos dentes é o sinal mais freqüente da anomalia funcional.

O padrão de desgaste dental do bruxismo prolongado é, freqüentemente, não uniforme e mais severo nos dentes anteriores.
A importância do bruxismo ainda se deve à sua relação com a dor muscular da articulação temporomandibular e alguns tipos de cefaléia(dor de cabeça).

Pode ser definido como um hábito parafuncional que consiste em movimentos involuntários ritimados e espasmódicos de ranger ou apertar os dentes, ocorrendo normalmente durante o sono.

Alguns autores dividem o termo bruxismo em cêntrico, ato de apenas apertar os dentes, ou excêntrico, onde além de apertar os dentes há também o ranger dos dentes, porém, ambos sempre involuntários.
Há discrepância sobre a definição precisa do bruxismo, alguns autores definindo-o como atividade parafuncional diurna ou noturna e outros alegando-o exclusivamente durante o sono. De modo geral diz-se bruxomania para definir esse movimento de apertar, ou ranger dos dentes, quando a pessoa se encontra acordada.

É importante destacar, para entendimento conceitual, que o bruxismo não é necessariamente uma doença. Trata-se mais de uma disfunção. É perfeitamente possível que alguns portadores de bruxismo não tenham maiores conseqüências para o sistema mastigatório. O aspecto mórbido ou doentio pode ser pensado quando este hábito funcional leva à algum prejuízo do sistema mastigatório ou desencadeia sintomas de desordens temporomandibulares, como por exemplo, a artrite temporo-mandibular (ATM).

O bruxismo noturno pode ocorrer em praticamente todos os estágios do sono, sendo observado predominantemente no estágio II e virtualmente ausente nos estágios III e IV, mais profundos. Quando relacionado ao sono, o bruxismo envolve movimentos rítmicos semelhantes ao da mastigação intercalados por longos períodos de contração dos músculos mandibulares. Essas contrações costumam ser fortes e até superar aquelas realizadas durante a mastigação normal consciente. Costumam durar o suficiente para produzir fadiga e dor muscular.

Incidência e Curso
Alguns trabalhos estimam entre 6 e 20% dos adultos e em torno de 14% das crianças a incidência do bruxismo. Entretanto, sinais e sintomas de bruxismo são observados entre 80% e 90% das populações estudadas, sugerindo que, ou essas pessoas apresentam bruxismo inconscientemente ou já o tiveram. Parece ainda que o bruxismo diminui com a progressão da idade, predominantemente depois dos 50 anos. Quanto à distribuição nos sexos, alguns autores encontraram uma maior freqüência do Bruxismo em mulheres.

Causas (Etiologia)
As causas normalmente estariam relacionadas a fatores psicológicos, como tensão emocional, agressão reprimida, ansiedade, raiva, medo, frustrações e estresse. A freqüência e a severidade do Bruxismo pode variar a cada noite, e parece estar altamente associado ao estresse emocional e físico.

Prognóstico e Conseqüências
Hábitos funcionais do tipo bruxismo costumam levar ao desgaste dentário, má oclusão severa, trauma oclusal, fratura dentária e dores em determinados componentes do sistema mastigatório. O bruxismo é considerado uma das causas das desordens temporomandibulares devido à possibilidade de desencadear dor ou disfunção na musculatura mastigatória e /ou articulação temporomandibular.

Tratamento
Atualmente a odontologia tem optado pela utilização de uma placa estabilizadora, de resina acrílica, que respeite os conceitos de máxima estabilidade mandibular em relação cêntrica e movimentos excêntricos harmoniosos através de guias específicas (protrusivas e caninas). A função da placa estabilizadora seria para proteger os dentes e demais componentes do sistema mastigatório durante as crises noturnas de bruxismo. Além disso a placa ainda reduziria a atividade elétrica de músculos elevadores da mandíbula, como masseter e temporal, reduzindo assim a atividade tensional.

Entretanto, a colocação de placas constitui-se num tratamento, digamos, sintomático. O ideal seria o tratamento dos estados tensionais, estressantes ou ansiosos que produzem o bruxismo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

MOMENTO RISOS



JOGO RÁPIDO

Um Dentista e sua bonita paciente estavam jantando à luz de velas num restaurante de luxo. De repente, o garçom nota que o Dentista escorrega lentamente para debaixo da mesa e a mulher parecia não reparar que o companheiro tinha desaparecido, parecendo que ele estava enfartando.

Perdão, senhora, mas eu acho que seu marido caiu debaixo da mesa...
Não caiu, não, disse ela, o meu marido acabou de entrar no restaurante...

sábado, 13 de setembro de 2008

Tratamento Ortodôntico



A ortodontia é a especialidade da odontologia responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento das irregularidades dos dentes e da face.
A prática da ortodontia requer que o profissional tenha grandes conhecimentos sobre o desenvolvimento e crescimento do ser humano, assim como habilidade e técnica apurada para controlar os dispositivos aplicados na correção das maloclusões (irregularidades faciais), pois são através desses dispositivos, que recebem o nome de aparelhos ortodônticos, que o ortodontista conseguirá estabelecer a melhor relação entre a face, os lábios e os dentes.

A maloclusão existe quando os dentes não se encaixam corretamente uns com os outros, ou quando os dentes estão dispostos nos ossos maxilares de tal forma que a estética facial é prejudicada, também podem prejudicar a função normal da mastigação, levando a desgastes dentários ou mesmo a dores dentárias e da articulação temporo mandibular.

A maioria das maloclusões é herdada, mas algumas são adquiridas. Os problemas herdados podem ser, por exemplo, pequenos apinhamentos (quando não a espaço suficiente para acomodação de todos os dentes), excesso de espaços entre os dentes (diastemas), dentes a mais ou mesmo diferentes irregularidades dos ossos e da face. Os problemas adquiridos podem ser causados por traumas (acidentes), hábitos como chupar dedos ou roer unhas, obstruções aéreas devido a amídalas maiores que o normal, ou, ainda, por perdas precoces de dentes de leite ou perdas prematuras de dentes permanentes, por cárie e por acidentes.

Por que tratar?
Dentes desalinhados, demasiadamente protruídos (dentes para frente) ou retraídos (dentes para trás) podem, além de prejudicar a auto-estima do paciente, favorecer o aparecimento de diversos problemas, como cáries, doenças gengivais ou dificuldades de mastigar. Na maioria das vezes os pacientes que procuram o tratamento ortodôntico se queixam de dentes tortos e desalinhados, entretanto, é importante saber que essas alterações podem, além de prejudicar a estética facial, provocar problemas que muitas vezes não são perceptíveis, até ser tarde demais, como a perda de osso ao redor dos dentes, dores musculares ou mesmo articulares. O tratamento ortodôntico pode resolver esses problemas, estabelecendo um melhor equilíbrio entre os dentes, os lábios e a face, e, principalmente, restabelecendo a função normal dos dentes em movimento.

O tratamento ortodôntico leva, geralmente, de um a três anos. Entretanto, este tempo varia em função do grau de severidade da maloclusão, necessidade ou não de extrações e tratamentos auxiliares. É muito importante entender que não existe um tempo exato para o tratamento ortodôntico. Algumas vezes, uma rápida intervenção, de poucos meses, pode ser o suficiente para restabelecer o desenvolvimento da oclusão de um paciente jovem. Outras vezes, são necessários anos de acompanhamento do crescimento da face de um paciente, de forma a atingir os resultados ideais. O tratamento ortodôntico necessita, ao contrário de muitas outras áreas da odontologia, da colaboração do paciente. Assim, quanto maior for o envolvimento e colaboração do paciente, mais rapidamente o problema poderá ser resolvido.

O sucesso do tratamento ortodôntico depende tanto do cirurgião dentista como também do paciente, que se esforçam lado a lado para obter o melhor resultado possível. Para atingir os objetivos do tratamento, o paciente deve manter seu aparelho sempre limpo, usar os aparelhos auxiliares e elásticos sempre que necessário, e comparecer a todas as consultas. Os pacientes que são assíduos colaboradores conseguem melhores resultados e presenteiam seus ortodontistas com sorrisos perfeitos.

Muitos pais têm dúvida a respeito da evolução da dentição de seus filhos e do momento mais adequado para iniciar qualquer intervenção ortodôntica. Vale lembrar também, que o maior cuidado que os pais podem ter com a dentição de seus filhos está relacionado com a prevenção. Cáries podem ser prevenidas simplesmente com a limpeza diária dos dentes, que deve ser realizada inclusive nos bebês. Hábitos orais, como chupar dedos, respirar pela boca e deglutir e falar incorretamente devem sempre ser observados.

O melhor momento para tratar as maloclusões é durante a fase de maior crescimento das crianças. Esta fase é conhecida como surto de crescimento e ocorre concomitantemente a substituição natural da dentição decídua pela dentição permanente da criança. Este surto de crescimento acontece por volta dos 11 a 12 anos nas meninas e dos 13 aos 14 anos nos meninos e representa o inicio da adolescência. Entretanto, algumas vezes, são necessárias algumas intervenções em idade mais precoce para resolver problemas que podem dificultar a correção ortodôntica no futuro. Nesses casos, o tratamento precoce pode ser de grande auxílio, pois representa uma oportunidade única no desenvolvimento da criança. Em caso de dúvida, converse com um cirurgião dentista.

Muitas pessoas acreditam que aparelhos ortodônticos são apenas para crianças e jovens. Isso não é verdade, pois dentes saudáveis podem ser movimentados em qualquer idade. Muitos dos problemas ortodônticos podem ser corrigidos nos adultos com a mesma facilidade que em crianças ou adolescentes. A diferença está no crescimento, pois nos adultos já não se pode contar com ele, e no tempo de tratamento, que dependendo do problema, pode ser um pouco maior.

O tratamento ortodôntico, quando bem indicado, é de grande benefício aos adultos, principalmente aqueles, que durante anos conviveram com problemas de oclusão. O tratamento ortodôntico restabelece uma boa função dentária e melhora a aparência do sorriso. É importante lembrar que um sorriso bonito, além de ser saudável, aumenta a auto-estima. Não importa a idade.

Lembre-se, prevenir é melhor do que remediar. Em caso de duvidas, procure um Cirurgião Dentista para saná-las.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A Dinâmica da Prevenção.



O que posso fazer para ter uma boa saúde bucal?
Hábitos alimentares adequados, freqüência e qualidade da higienização, utilização de fatores de proteção específica e ausência de fatores de risco são necessários para se ter uma boa saúde bucal, como vemos na pirâmide odontológica.

Como a alimentação pode interferir nas doenças da boca?
A cárie é uma das doenças bucais mais observadas, que se desenvolve a partir de dentes susceptíveis, associados a um consumo muito alto de alimentos açucarados e também ao número de vezes por dia que se consome esse tipo de alimento. Portanto, doces, balas, pirulitos, refrigerantes e bolachas recheadas estão no topo da pirâmide, em fundo vermelho, pois devem ter o seu consumo restrito.

Por que a chupeta e a mamadeira estão também na área vermelha?
Porque seu uso também deve ser restrito, principalmente em crianças maiores, pois podem ocasionar alterações em seus dentes e na sua mordida.

E o flúor não faz bem para os dentes?
A utilização do flúor deve ser feita por pacientes que têm um risco maior para cáries. Deve ser prescrito pelo dentista, pois é um medicamento e precisa ser indicado por um profissional.

O creme dental não pode ser utilizado por todos à vontade?
Não, o creme dental deve ser evitado por crianças que não conseguem cuspir, pois a maioria deles contém flúor em grande quantidade e, se ingerido por menores de 2 anos, pode causar problemas na formação dos dentes (fluorose). Portanto, seu uso deve ser monitorado.

Quais são as condições de dieta, hábitos de higiene e consumo que estão liberadas?
As situações contidas na base da pirâmide, em fundo verde, estão liberadas: aleitamento materno, uso de escova dental, água fluoretada, uso de fio dental, uso de prótese bem adaptada, bem como a ingestão de alimentos energéticos e reguladores.

Por que os alimentos estão divididos na pirâmide?
Esta é uma pirâmide nutricional adaptada, onde vemos que os alimentos da base são os que devem ser ingeridos em maior quantidade, seguidos dos alimentos do segundo andar, em amarelo, que são as proteínas, leites e derivados, e, finalmente, no pico da pirâmide estão os óleos, as frituras e os açúcares, que devem ser consumidos em quantidade ainda menor, para que assim possamos ter uma alimentação saudável e, ao mesmo tempo, evitar doenças bucais.

Quais seriam as situações proibitivas?
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o fumo, a utilização de próteses fraturadas ou mal adaptadas, bem como dentes com sintomatologia dolorosa precisam ser evitados, pois podem ocasionar doenças da gengiva e câncer bucal.

Temos que ter horário para tudo?
Sim, a questão do horário é muito importante, pois devemos acostumar as crianças desde pequenas a terem horário para as refeições e a higienização da boca. Os hábitos regulares adquiridos serão incorporados pela família por toda a vida. É importante que os pais dêem o exemplo de uma vida mais saudável aos filhos, com bocas bem cuidadas e sorrisos naturais.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

DENTES DO SISO



Quantos dentes do siso existem?
Existem quatro dentes do siso: dois superiores, sendo um direito e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo.

Em que idade eles normalmente erupcionam?
A erupção ocorre normalmente dos 17 aos 20 anos; portanto, são os últimos dentes da dentição a erupcionar.

Todo mundo tem o dente do siso?
Não.

Por que às vezes eles não erupcionam?
Porque algumas pessoas não possuem mesmo o dente do siso (germe dental); às vezes, não erupcíonam por falta de espaço na arcada dental, ou ainda, pela posição horizontal do dente, o que dificulta a sua irrupção.

0 que acontece se ele ficar dentro do osso (não erupcionar)?
Pode produzir reabsorções de dentes vizinhos, transtornos dolorosos ao paciente e possíveis degenerações (lesões císticas).

0 que acontece se ele erupcionar parcialmente?
A erupção parcial ocorre geralmente por falta de espaço na arcada ou pela posição horizontal do dente. Ambos os casos dificultam a erupção, ocorrendo, dessa forma, a erupção parcial do siso. Esse quadro pode provocar gengivites (inflamação da gengiva), abscessos na região, irritação local, dor e edema.


É verdade que o dente do siso empurra os outros dentes, provocando mudanças de posição?
Há duas correntes: a primeira diz que, se houver espaço suficiente para a erupção do siso e o paciente não tiver tendência a apinhamento (mudança de posição), não haverá roblemas; já a segunda diz que, se o espaço for insuficiente e o paciente, submetido à ortodontia e com tendência a apinhamentos, ou mesmo, só submetido à ortodontia, mas com a mesma tendência, poderá ter problemas futuros, como o apinhamento de dentes.

Quando a gengiva do dente do siso que está erupcionando inflama, o que fazer?
Deve ser feita a remoção do tampão gengival que cobre parcialmente a superfície dental (ulectomia) ou a curetagem gengival, ambos realizados pelo profissional. 0 paciente, para melhorar esse quadro inflamatório, poderá realizar higiene oral rigorosa no local; bochechos com anti-sépticos bucais podem amenizar o quadro, mas, para resolver o problema, o paciente deverá procurar um cirurgião-dentista.

Quando é indicada a extração do siso?
A sua extração está indicada na ausência de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, nos quadros de dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa, ou seja, há erupção parcial do siso. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita a extração de ambos os sisos do mesmo lado, isto é, do superior e do inferior.

domingo, 3 de agosto de 2008

Cuidados com a higiene bucal do bebê



Quais os benefícios do aleitamento materno à saúde bucal do bebê?
Além das indiscutíveis propriedades físicas, nutricionais e psicológicas do leite materno, a amamentação é importante para a saúde bucal do bebê. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula. Isso propicia o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face, possibilitando a obtenção de uma boa oclusão dentária.

Como devo fazer a higiene bucal do bebê?
Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para remover os resíduos de leite. Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), a fralda deve ser substituída por uma dedeira. Aos 18 meses, com o nascimento dos primeiros molares decíduos, a higiene deverá ser realizada com uma escova dental infantil sem creme dental ou com um creme dental sem flúor. O creme dental fluoretado só deverá ser utilizado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso.

Quando devo fazer a primeira visita ao dentista?
O ideal é que a mãe faça uma consulta durante a gestação para receber as orientações necessárias para manter a correta saúde bucal do seu filho. Independentemente da consulta da gestação ter sido realizada, a primeira consulta do bebê deve ser por volta dos 6 meses, coincidindo com o nascimento do primeiro dente decíduo.

O que é cárie de mamadeira?
É uma cárie de desenvolvimento rápido (aguda), que provoca dor e dificuldade de alimentação, determinando perda de peso e de estatura. É provocada pela ingestão de líquidos açucarados na mamadeira, principalmente durante a noite, sem que seja feita a higiene bucal posterior.

Meu filho usa mamadeira e tenho medo de que, ao remover o hábito, ele passe a não tomar mais leite. O que devo fazer para que ele continue tomando leite?
Todo processo de remoção de hábitos deve ser lento e gradativo. Antes de remover a mamadeira, é necessário ter certeza de que seu filho sabe e gosta de tomar líquidos no copo. Para isso, primeiramente substitua apenas uma mamadeira pelo copo (geralmente, inicia-se pela mamadeira da tarde). Quando perceber que seu filho está tomando todos os 250 ml anteriormente oferecidos na madeira, no copo, substitua a mamadeira da manhã. No momento em que ele estiver ingerindo 500 ml de leite por dia no copo, a mamadeira da noite deverá substituída. Esse processo pode durar de 2 a 6 meses, dependendo da criança, por isso, o ideal é que ele seja iniciado um pouco antes dos 2 anos de idade. Para facilitar o processo, pode-se usar os copos com tampa, também chamados de copos de transição.

A cárie é uma doença transmissível?
Sim. O Streptococcus mutans, bactéria causadora da cárie, pode ser transmitido da mãe para o filho pelo contato direto. Por isso, não se deve soprar a comida do bebê nem experimentá-la com o talher dele, pois é possível transmitir a ele essas bactérias.

Meu filho está usando chupeta, como faço para acabar com esse hábito?
Para remover a chupeta, deve-se reduzir o seu uso a cada dia. Comece utilizando-a moderadamente, somente quando a criança estiver adormecendo. Quando a criança dormir, lentamente, remova a chupeta da boca e guarde-a. Nunca deixe a chupeta em correntes penduradas no pescoço ou ao alcance da criança. É a mãe que deve administrar as horas de uso, e não a criança. Assim, cada dia ela usará a chupeta um pouco menos até reduzir completamente o seu uso, o que deve ocorrer por volta dos 2 anos de idade.

Obs: Sempre procure um Cirurgião Dentista para maiores esclarecimentos, pois ele está apto a sanar suas dúvidas.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

CLAREAMENTO DENTAL



O casamento está se aproximando, um encontro importante de negócio ou simplesmente deseja melhorar sua apresentação a partir de um sorriso mais branco. Seja qual for o motivo, dentes mais claros e bonitos, não são exclusividades de artistas de cinema e televisão. Hoje, há uma maior exigência pela aparência física e neste sentido o sorriso de uma pessoa é o cartão de visita, desempenhando uma influência marcante. Consciente disso, a odontologia vem desenvolvendo e aprimorando técnicas com o objetivo de proporcionar as pessoas recursos para satisfazer suas expectativas estéticas.

Existe dois tipos de clareamento dental: o realizado em consultório e o caseiro.
O clareamento é hoje um dos mais populares tratamentos estéticos da odontologia e ainda desperta muitas dúvidas.

Todas as pessoas podem ter seus dentes mais claros?
Todas as pessoas podem clarear seus dentes, porém as técnicas usadas irão variar de acordo com os fatores pertinentes a situação, tais como o motivo do escurecimento dentário, a expectativa do paciente e o tempo. Cabe ao cirurgião-dentista oferecer opções para satisfazer os anseios desta pessoa. Basicamente, para melhorarmos a cor de um ou mais dentes podemos lançar mão de uma ou mais técnicas, tais como o clareamento feito no consultório - com ou sem laser, o clareamento caseiro, às facetas de resina ou porcelana e as próteses. À opção pelo tipo de técnica a ser empregada partirá do cirurgião-dentista a partir de um minucioso exame clínico.

Posso fazer sozinho ou preciso ir ao dentista?
Nenhum tratamento clareador deve ser utilizado antes de um completo exame dos dentes envolvidos, incluindo radiografias, quando indicado; e um acurado diagnóstico estabelecido a respeito da etiologia do escurecimento. Isto só pode ser adequadamente feito por um profissional odontológico. O paciente não deve usar produtos vendidos na TV, supermercados ou farmácias.

O clareamento altera a cor das restaurações já existentes?
Não. Portanto o paciente deve estar consciente que, após o tratamento clareador, talvez tenha que trocar ou retocar as restaurações antigas: uma vez que as restaurações não sofrem à ação dos clareadores, parecerão mais escuras frentes aos dentes clareados, causando desarmonia estética.

O dente clareado pode escurecer novamente?
Sim. Mas nunca como era antes. Após 01 a 02 anos pode haver a necessidade de uma manutenção. A necessidade de manutenção variará a partir dos hábitos do paciente.

Quais as contra-indicações do clareamento?
Na verdade não existem contra-indicações. Na bibliografia científica, se recomenda evitar, apenas por precaução, o tratamento em gestantes, lactantes,pessoas com lesões orais importantes, pessoas com hipersensibilidade dentária e com retração gengival.

O clareamento acaba com o esmalte dos dentes? Os dentes ficam fracos?
Mito. Várias pesquisas já demonstraram que não ocorre nenhuma alteração significativa na superfície do esmalte com o clareamento, se o tratamento for corretamente indicado e conduzido.

Quem faz clareamento pode ficar com os dentes sensíveis, que doem quando a pessoa bebe algo gelado ou quente?
Verdade. Algumas pessoas podem apresentar hipersensibilidade nos dentes durante o clareamento, o que não significa que não podem fazer o clareamento. Algumas medidas poderão ser tomadas para evitar ou minimizar a hipersensibilidade durante o procedimento. Não é recomendável fazer durante o clareamento: Fumar durante o tratamento, tomar café, chá, sucos muito ácidos e refrigerantes como Coca-Cola em excesso, além de emprestar o produto para outras pessoas. O tratamento é personalizado.

Procure seu dentista para maiores informações.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Adoçantes: implicações para os dentes e a nutrição



O adoçante é considerado um substituto do açúcar em relação ao paladar, no entanto, é preciso esclarecer que, enquanto o açúcar é calórico, os adoçantes podem ou não conter calorias.
O açúcar ou sacarose é o alimento principal das bactérias que provocam cárie. Os adoçantes não são aproveitados por elas da mesma forma; logo, quando há oferta de adoçantes substituindo a sacarose, o número de bactérias diminui. No entanto, é muito importante lembrar que vários fatores atuam em conjunto para provocar a cárie; assim, a prevenção não pode ser direcionada para um único fator. Além disso, a substituição da sacarose por outros tipos de carboidratos mais complexos (menos utilizados pelas bactérias), seria a escolha mais saudável.

Os adoçantes têm contra-indicação para a saúde geral?
Desde que os adoçantes sejam ingeridos dentro da quantidade recomendada (muitos produtos dietéticos possuem em seu rótulo a dose máxima diária), não há problema. Deve-se tomar cuidado com os adoçantes constituídos de álcool poliídrico (sorbitol, xilitol, maltitol), que não devem ultrapassar a dose de 50 g/dia sob risco de provocarem diarréia. Outro fato a ser lembrado é que o aspartame, por ter fenilalanina, é contra-indicado para pacientes fenilcetonúricos (que não conseguem metabolizar a fenilalanina), sendo este distúrbio muito raro na população.

As crianças podem ingerir adoçantes?
Sim, as crianças podem ingerir adoçantes, mas normalmente recomenda-se apenas para aquelas que realmente têm indicação para o seu uso, como as diabéticas e, em algumas situações, as obesas (indicação médica). No entanto, em relação às crianças com risco aumentado para a cárie dental, o ideal é manter um controle na ingestão de sacarose, tanto na freqüência quanto na quantidade, e reforçar os outros meios preventivos.

O açúcar em forma de sacarose faz falta para crianças?
O açúcar é um alimento considerado uma fonte importante de carboidrato de absorção rápida.
Atualmente, têm-se dado maior ênfase à utilização de carboidratos complexos em detrimento dos simples (de absorção rápida), não apenas devido ao aumento da prevalência de obesidade infantil, mas também como uma forma de prevenção de cárie. Portanto, desde que os carboidratos sejam consumidos na quantidade recomendada (55-60% do valor calórico total da dieta), não há necessidade de se consumir especificamente o açúcar, podendo ser ingerido outro tipo de alimento que seja fonte desse nutriente, principalmente os não-processados, como os integrais.

O uso indiscriminado de refrigerantes diet (com adoçante) faz mal à saúde?
Como ocorre com qualquer alimento, o uso indiscriminado dos adoçantes não é indicado, devendo, portanto, haver moderação. A chance de se chegar à dose máxima desses componentes é, praticamente, teórica. Levando-se em conta que os estudos ora aprovam, ora condenam os diversos adoçantes, e tendo em vista que os órgãos controladores seguem os estudos para aprovarem ou não o uso, o mais sensato é utilizar pouco.

E em relação aos chicletes “sugar-free”?
São melhores que os que possuem açúcar, mas deve ser observada a quantidade recomendada. Além disso, o fato de não terem açúcar e estimularem a salivação faz com que ajudem na proteção contra a cárie. Isso vale principalmente para o chiclete com xilitol, pois esse adoçante tem uma ação antibacteriana.

As gestantes podem consumir produtos com adoçantes?
Sim, desde que tenham orientação para a ingestão de uma dieta equilibrada e não utilizem esses produtos em excesso.